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Massacre na floresta de Katyn




Para as novas gerações, a palavra Katyn não diz nada, pela simples razão de que seus professores, jornais e outras mídias tomaram todas as precauções necessárias para evitar que essa palavra lhes dissesse alguma coisa.

Em setembro de 1939 a Polônia foi derrotada, depois de ter sido invadida simultaneamente pelos nazistas, a Oeste, e pelos comunistas, a Leste. Após negociações Hitler então outorgou aos soviéticos uma zona de ocupação de duzentos mil quilômetros quadrados. A partir da derrota da Polônia, os soviéticos massacraram nessa zona, sob as ordens escritas do infame ditador Stalin, vários milhares de oficiais poloneses prisioneiros de guerra - mais de 4 mil em Katyn (perto de Smolensk), local onde foi descoberto posteriormente pelas tropas alemãs que libertaram a Polônia, um dos mais famosos ossários, além de outros 21 mil em vários locais. Deve-se adicionar a essas vítimas cerca de 15 mil prisioneiros soldados comuns, provavelmente mortos por afogamento no Mar Branco. Perpetrados em poucos dias segundo um plano preestabelecido, esses assassinatos em massa de poloneses vencidos, exterminados pelo simples fato de serem poloneses, constituem indiscutíveis crimes contra a humanidade, e não apenas crimes de guerra, já que a guerra, para a Polônia, havia terminado.



Segundo a Convenção de Genebra, a execução de prisioneiros de um exército regular, que combateram uniformizados, constitui crime contra a humanidade, sobretudo depois que o conflito já terminou. A ordem de Moscou era para suprimir todas as elites polonesas: estudantes, juízes, proprietários de terras, funcionários públicos, engenheiros, professores, advogados e, certamente, oficiais. Hoje sabemos bem o motivo pela qual os comunistas queriam (ainda querem?) aniquilar qualquer cabeça pensante, ou seja, os intelectuais, pois que o regime mais devastador da história pudesse seguir seu caminho sem intereferências...

Quando esses ossários poloneses foram descobertos, Moscou imputou os crimes aos nazistas e estes foram acusados e condenados no ilegal e famigerado Tribunal de Nuremberg. A esquerda ocidental naturalmente se apressou em obedecer aos ditames do mestre Stalin.



Durante 45 anos, afirmar em voz alta que era possível que os soviéticos fossem culpados - pela simples razão de que os crimes haviam sido cometidos na zona de ocupação soviética e não alemã - classificaria o autor da afirmação imediatamente entre os obsessivos "viscerais" do anticomunismo "primário". Eis que em 1990, graças a Gorbachev e sua glasnost, o Kremlin reconhece sem rodeios atenuantes, em um comunicado da Agência Tass, que "Katyn foi um grave crime do período stalinista". Em 1992, em conseqüência de um princípio de inventário nos arquivos de Moscou, divulgou-se um relatório secreto datado de 1959, de Chelepin, então chefe da KGB. Ele dá conta de "21.857 poloneses de elite, fuzilados em 1939 sob ordem direta de Stalin".










O Massacre de Katyn

 

01 de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia e deflagra a segunda guerra mundial. A 17 de setembro do mesmo ano, as tropas soviéticas cruzam a fronteira oriental da Polônia, sob o pretexto de pretensa proteção ao povo polonês, mas na verdade estavam assumindo parte da Polônia que lhes cabia, segundo o acordado no “Pacto Nazi-Soviético de Não Agressão”. Aproximadamente quinze mil oficiais das forças armadas polonesas, foram enviados aos campos de prisioneiros de NKVD, na URSS, situados em Kozielsk, Starobielska e Ostashkov.

 

Por diversos meses, os prisioneiros de guerra poloneses, foram interrogados por agentes do NKVD, principalmente sobre educação e orientação política. Alguns oficiais mais velhos foram também interrogados sobre sua participação na guerra polaco-soviética, ocorrida em 1920.

 

Vala comum  - Floresta de Katyn

Vala comum - Floresta de Katyn

 
 
Aproximadamente no mês de março de 1940, os interrogatórios terminaram e, uma ordem secreta foi emitida aos três campos de prisioneiros, para que todos os prisioneiros fossem mortos. A documentação mostra que Stalin e Beria foram os responsáveis por ordenar as execuções. Durante a evacuação dos três acampamentos, grupos de 200 a 300 prisioneiros eram enviados a um destino “desconhecido”, localizado na floresta de Katyn. No início de maio de 1940, todos os prisioneiros poloneses tinham sido removidos dos acampamentos e toda a correspondência com as famílias cessou. Então, ninguém mais soube nada a respeito daqueles oficiais Na verdade todos foram brutalmente assassinados na floresta de Katyn. As execuções terminaram em 10 de maio de 1940. 

Quando a correspondência dos prisioneiros cessou, em maio 1940, suas famílias criaram esforços cada vez mais frenéticos para obterem informações de seus familiares. Uma das fictícias histórias fornecidas por Stalin era de que eles estariam “construindo estradas”. Em outra ocasião, quando o general Anders estava criando uma divisão polonesa para lutar contra os alemães, perguntou pessoalmente a Stalin o destino dos oficiais, este respondeu simplesmente: “fugiram”, então quando Anders pressionou pedindo para onde, Stalin respondera: “Para a Manchúria” 

A 13 de abril de 1943, a seguinte informação era transmissão pelos alemães  via Berlim: “De Smolensk vem a notícia que a população nativa revelou às autoridades alemãs o ponto onde foram realizadas execuções maciças secretas. Os bolcheviques assassinaram 10.000 oficiais poloneses. As autoridades alemãs fizeram uma descoberta horrível. Encontraram uma cova medindo 28 metros de comprimento (86pés), 16 metros de largura (52 pés) e de profundidade de 12 metros, onde estavam depositados os corpos de aproximadamente 4.000 oficiais poloneses. 

 

Foto alemã mostra "modus operandi" das execuções, sempre um tiro na nuca!

Foto alemã mostra "modus operandi" das execuções, sempre um tiro na nuca!

 

Todos uniformizados, em alguns casos em uniforme completo, todos os corpos tinham uma perfuração por projétil de pistola na nuca. A busca e a descoberta de outras covas continuam.”. Em resposta, a URSS negou veementemente sua participação nas execuções e responsabilizou os alemães.

Durante o julgamento de criminosos de guerra, ocorrido em Nuremberg, entre 1945 e 1946, a URSS pressionou para que os alemães também fossem acusados pelo massacre em Katyn. Muitos suspeitaram das intenções e iniciaram trabalhos com o intuito de revelar a verdade. Em setembro de 1951, o congresso dos EUA criou um comitê com uma tarefa específica: Conduzir uma investigação e um estudo dos fatos, das evidências e circunstâncias do massacre da floresta de Katyn. Em julho de 1952, o comitê apresentou seu relatório, onde atribuiu formalmente a responsabilidade do fato à URSS, mediante analise das evidências. Apesar das novas evidências, a URSS seguiu negando a participação na tortura e no assassinato, em alguns casos de forma excessivamente brutal, dos prisioneiros.

 

Testemunhas acompanha a retirada dos corpos

Testemunhas acompanha a retirada dos corpos

 

Em um estranho esforço para expor a verdade sobre o massacre na floresta de Katyn, os alemães levaram para o local um grande número de civis locais, incluindo também dois oficiais de exército americanos que haviam sido capturados e eram prisioneiros de guerra. Um relatório com as conclusões de um dos oficiais, o coronel Van Vliet, o qual afirmava que o massacre havia sido realmente de responsabilidade soviética, recebeu a identificação de “TOP SECRET” e “desapareceu”. 

Com o início do colapso da URSS em 1989, criou-se uma atmosfera favorável para que a verdade fosse revelada finalmente. Em 1991, Gorbachev num ofício ao governo polonês, admitiu oficialmente a culpa da URSS, pelo massacre ocorrido em 1940. Em 1992, Boris Yeltsin apresentou os documentos secretos originais, sobre a Polônia, incluindo as sentenças de morte assinadas por Stalin e Beria. O mundo soube finalmente a verdade: a União Soviética aniquilou os oficiais para se livrar de uma potencial oposição política, para assim poder dar continuidade aos planos de ocupação da Polônia e estabelecer um governo servil após a guerra.  

 

Como os corpos eram encontrados em geral

Como os corpos eram encontrados em geral
 
O horror de o que aconteceu foge à compreensão humana. Nos campos de prisioneiros, os guardas chamaram os homens por seus nomes e os mandavam recolher seus pertences, fazendo-os acreditar que estariam indo para casa. Dia após dia, entre 200 e 300 homens eram enviados em trens, para sua viagem final. Uma vez os trens chegando na floresta, os prisioneiros eram levados de caminhão até o interior da floresta, então uma corda era amarrada em torno de seus pescoços e suas mãos eram amarradas para trás, geralmente com arame farpado.

 

Detalhe das mãos

Detalhe das mãos

Eram levados até onde as covas já estavam previamente escavadas, onde então tinham a cabeça puxada para trás e a boca era enchida com serragem, afim de silenciar seus gritos. Em seguida eram baleados de maneira precisa e rápida, para que seus corpos caíssem na vala, sem que os executores tivessem que postá-los. Seu sangue misturado com o solo transformou esse episódio num dos mais incompreensíveis do século. Está praticamente fora de nossa compreensão o desespero, a falta de esperança e o horror que aqueles que pereceram lá sentiram. Não tinham cometido nenhum crime e estavam sendo despojados dos últimos restos da decência humana, condenados a silenciar antes de serem mortos.

 




Todos os oficiais poloneses, incluindo reservistas, intelectuais e profissionais, dentre eles médicos, advogados, contadores, professores universitários, jornalistas, atletas, padres (entre eles o padre católico Zielkoski, que foi encontrado junto a seus poucos pertences, um Terço e a Bíblia Sagrada) e o rabino de Varsóvia, compartilharam do mesmo fim. A elite intelectual da Polônia foi destruída pela mão de ferro da NKVD.


Corpo do Padre Zielkoski

Corpo do Padre Zielkoski


Fonte:
V. Abarinov, The Murderers of Katyn (1992);
W. Materski, ed., Katyn: Documents of Genocide (tr. 1993);
A. Paul, Katyn (1996).





Katyn – Vitória do Revisionismo Histórico


A alegada “mentira da direita radical” é comprovadamente correta: o massacre de milhares de oficiais poloneses no cativeiro soviético, que aconteceu na Segunda Guerra Mundial, foi cometido pelos soviéticos e os vencedores tentaram juntos, até o final do conflito, jogar a culpa deste crime – sempre através da mentira – ao seu arqui-inimigo, a fim de desviar a atenção de seus próprios crimes.



Falácias provenientes das névoas do pântano do fanatismo ideológico

Em 1940, os soviéticos executaram na floresta de Katyn milhares de prisioneiros poloneses. No livro “In Auschwitz wurde niemand vergast: 60 rechtsradikale Lügen und wie man sie widerlegt” ( Em Auschwitz ninguém foi gaseado. 60 mentiras da extrema-direita e como revidá-las), o autor alega que o crime de guerra de Katyn seja de responsabilidade da “extrema-direita”, embora as tropas russas sejam culpadas. Ele tenta vender esta tese como uma das “60 mentiras da extrema-direita”, e por isso escreve sobre a “mentira 18″:

a. o argumento é tomado “diretamente da Propaganda nazista”
b. o argumento procede, “mas o que isso prova, um crime anula outro?”
c. Ao final, ele cita crimes de guerra alemães na Polônia ocupada.




“Mentira” nr. 18

Os fatos

A Wehrmacht, o exército alemão, venceu militarmente em poucas semanas a vizinha Polônia, no outono de 1939. Pouco antes da capitulação polonesa, conforme o anexo secreto do pacto com a União Soviética, tropas russas invadiram a Polônia oriental. Um ano e meio depois começou o ataque preventivo alemão contra a Rússia soviética, a chamada operação Barbarossa.

Katyn, situada nos arredores de Smolensk e local da descoberta da cova coletiva de milhares de oficiais poloneses que desapareceram desde a capitulação polonesa, foi tomada pelo primeiro ataque alemão em julho de 1941 e, no verão de 1943, reconquistada pelos soviéticos.



Capelão militar polonês Zielkoski.
Carrega consigo ainda o rosário

Não foram encontradas 4.100 vítimas como o autor alega, mas sim 4.143. O local também não foi descoberto pelos soldados alemães em abril de 43, mas sim pelos trabalhadores da organização Fritz Todt. Colegas trabalhadores poloneses indicaram o local da cova coletiva na floresta. Junto ao monte Kasegory, 20 km ao leste de Smolensk, perto da estrada para Witebsk, eles encontraram de fato restos humanos e colocaram ali uma cruz de madeira. A primeira indicação obtida do interrogatório do prisioneiro russo Merkulaff, no início de agosto de 1941, não mereceu a devida atenção da comissão da Wehrmacht para crimes de guerra. [1]

Início das investigações

Somente no inverno de 1942/1943, quando o Tenente-Coronel Ahrens do regimento de informação 537 rastreava um lobo na floresta de Katyn, uma região procurada para passeios, começou-se a desvendar o crime. Ahrens investigou um local cavoucado por um animal junto à cruz de madeira e relatou a descoberta ao oficial alemão encarregado dos sepultamentos. Com isso o Prof. Buhtz, do Exército central, iniciou as investigações. Formou-se um comitê de investigação internacional composto por doze médicos legistas de diversas nacionalidades, representantes da Cruz Vermelha polonesa, assim como prisioneiros de guerra norte-americanos e ingleses. A comissão realizou a autópsia de 100 cadáveres encontrados. [2]



Prof. Palmieri, nepalês, autopsia cadáver nr. 800, um major de 50 anos:
três tiros na nuca e estilhaços no cérebro

A época da morte foi avaliada pela perícia médica por volta de maio de 1940. Os assassinos falharam em esvaziar os bolsos das vítimas, mortas com um tiro na nuca, antes de enterrá-las. Desta forma não foi apenas identificado o cadáver nr. 490 como sendo do Major Adam Solski, mas também encontrado outros indícios como um diário preenchido até 9 de abril de 1940, com indicações sobre a prisão dos oficiais através do serviço secreto soviético. Podia-se desde o início eliminar qualquer culpa das tropas alemãs nesta execução em massa, que aconteceu mais de um ano antes dos alemães marcharem para o local em território sob jugo soviético.

Sabedoria mortal?

A culpa dos soviéticos já era conhecida dos aliados desde 1943 através de uma comissão de investigação do embaixador britânico Owen O’Malley junto ao governo polonês do exílio na Inglaterra. O relatório podia ser impresso, mas não revelado ao público. Churchill tentou convencer Sikorski ao silêncio com o argumento “de que nada traria de volta os oficiais poloneses executados.” Porém, Sikorski manteve sua posição de culpar os soviéticos, e veio a falecer no mesmo ano através da queda de um avião perto de Gibraltar, cujas circunstâncias não foram esclarecidas. [3]

O promotor polonês de Krakau, Dr. Roman Martini, se encontrou logo após a guerra em uma investigação onde se encontrava o comissário Burjanow, enviado de Moscou em 1940 e chefe do massacre de Katyn. Poucos dias depois que seu relatório de investigação foi entregue ao Ministério da Justiça, ele foi assassinado a 12 de março de 1946 por dois membros da “Sociedade para amizade polaco-soviética“, por assim dizer um “favor de amigo”… [4]

Conto mentiroso

Um mês antes do assassinato de Martini a 14 de fevereiro de 1946, se apresentou no processo de Nuremberg o substituto do principal promotor soviético, Coronel Pokrowsky, que disse as seguintes palavras diante do tribunal:

“Eu gostaria agora de me ocupar com as atrocidades cometidas pelos hitleristas contra os membros do exército polonês. Nós vemos no texto da acusação que a execução em massa dos prisioneiros de guerra poloneses foi um dos mais importantes crimes executado pelos intrusos fascistas alemães nas florestas de Katyn, região de Smolensk.” [5]

O advogado de Göring, Dr. Otto Stahmen, interrogou tão magistralmente as testemunhas soviéticas durante duas semanas que a partir de 26 de fevereiro, não se ouviu mais qualquer palavra sobre Katyn e estes pontos da acusação simplesmente desapareceram dos autos, sem qualquer pronunciamento. O promotor principal dos EUA, Jackson, revelou mais tarde que o Tribunal teria percebido da culpa dos soviéticos pelo crime.



Trabalho da comissão de investigação anulado pela propaganda de guerra

Acusações contra o lado alemão já foram levantadas durante a primeira nota à imprensa em 1943. Não é de se estranhar que primeiramente foi através do soviético “Pravda”. [6] Juntou-se a este discurso o governo inglês na pessoa de seu Ministro do Exterior, Anthony Eden, que explicou claramente a 4 de maio de 1943,

“… a Grã-Bretanha não deseja de forma alguma colocar a culpa em qualquer um que não seja o inimigo comum (Alemanha).”

Já naquela época e através dos britânicos, foi introduzida a moral demagógica que não se pode falar sobre um determinado crime, caso a averiguação dos verdadeiros executores pudesse interferir nos próprios interesses políticos. Eden reclama do

“… cinismo, com qual os nazistas tentam utilizar a história do assassinato em massa, onde os próprios executaram centenas de milhares de inocentes poloneses e russos, para atrapalhar a unidade entre nós aliados.” [7]

Uma verificação dos arquivos britânicos do Ministério do Exterior, deste ano, resultou que ninguém supunha seriamente outra culpa pelo crime a não ser que ele tenha sido cometido pelos próprios russos, mas isso não foi divulgado por motivos táticos-políticos. [8] Comunicação análoga da emissora britânica BBC a 15 de abril de 1943:

“As mentiras alemãs indicam o destino que recaiu sobre os oficiais, os quais foram usados pelos alemães em 1941 nas construções da vizinhança.” [9]

Ainda em 1976, a União Soviética conseguiu, através de veemente protesto, impedir a participação de membros do governo na inauguração do Memorial de Katyn no cemitério londrino de Gunnersbury. Como anteriormente nos tempos de guerra, o irresponsável oportunismo político na Inglaterra obedeceu os esforços dos criminosos para camuflar, aqui com posicionamento oficial:

“Nunca pôde ser comprovado para satisfação do governo de Sua Majestade, quem foi o responsável por isso.” [10]

A alegada “mentira da extrema-direita” é comprovadamente correta. O massacre de milhares de oficiais poloneses no cativeiro soviético aconteceu na Segunda Guerra Mundial, foi cometido pelos soviéticos e os vencedores tentaram juntos, até o final do conflito, jogar a culpa deste crime – sempre através da mentira – ao seu arquiinimigo, a fim de desviar a atenção de sua própria culpa.

Lógica premiada

Curioso que o autor queira então desvendar uma alegada mentira, à medida que ele objetiva confirmar a veracidade de suas afirmações; de forma concreta: a culpa indiscutível do oponente soviético. Reconhecer isto é necessário, desperta no leitor superficial a convicção de que alguém analisa a coisa objetivamente. Ele também não considera que após a Segunda Guerra Mundial, os vencedores tentaram de fato jogar o peso deste crime nas costas do exército alemão. Uma análise seletiva ao invés de objetividade pode ser considerada. Mas então se acostumou – até o momento passa despercebido, que nenhum dos vencedores foi levado ao tribunal para ser responsabilizado pelas milhões de vítimas civis.

Se as alegadas afirmações da “extrema direita” estão corretas, como elas poderiam ser uma mentira? Os argumentos que seguem levam ao entendimento desejado:

a. “Este argumento é uma adoção direta da propaganda nazista"

É correto que a mídia nacional-socialista procurou tirar vantagens do descoberto massacre diante da opinião pública mundial. Na figura abaixo, o título de uma brochura de 1943, da editora da revista NS “Signal”. Aqui na língua francesa para a região correspondente: “Se os soviéticos ganharem a guerra, é Katyn por toda a parte”.



“Se os soviéticos ganharem a guerra, Katyn por toda a parte”

A prova drástica em texto e fotos chocantes de que as tropas soviéticas executaram milhares de indefesos prisioneiros de guerra, poderia ter contribuído para legitimar a luta dos alemães contra a Rússia, e para retirar dos cansados soldados da frente de batalha a ilusão sobre um tolerável cativeiro russo.

Durante a investigação, Goebbles citou em seu diário a exagerada cifra três vezes maior de 12.000 vítimas. Os artigos da mídia alemã citaram uma cifra menor, mas ainda assim muito exagerada. Um sucesso internacional mensurável não aconteceu aparentemente até o final da guerra. Ou os observadores neutros consideraram o caso como inexplicável, graças à contra-propaganda aliada, e muito propícia como objeto de propaganda devido às hostilidades de guerra. Ou eles não viram grande relevância em alguns milhares de poloneses mortos, à vista das montanhas de cadáveres nos campos de batalha e nas cidades alemãs bombardeadas. A documentação publicada pelo Ministério do Exterior alemão, no verão de 1943 – “Amtliches Material zum Massenmord von Katyn” – não teve credibilidade no exterior.

Para a discussão apresentada, esta conexão é fundamentalmente irrelevante. Ela não acrescenta nada sobre a questão, se a “afirmação do extremismo de direita” é uma mentira ou não. Se houvesse uma afirmação que a lua seja redonda, isso permaneceria também verdadeiro, mesmo se o autor tenha se revelado um mentiroso em outros casos. Enquanto houver a possibilidade de se comprovar factualmente uma afirmação, não se necessita de um sofrível achismo sobre a credibilidade do autor. Quando se desvia do assunto desnecessariamente, pode-se levantar a suspeita que os próprios argumentos sobre o tema são pouco convincentes, que então torne-se imperativo levantar suspeitas contra outros pontos.

O argumento foge do tema. Como é considerado hoje comprovado e indiscutível que a representação da mídia NS sobre os culpados do massacre de Katyn corresponde à verdade, as legítimas desconfianças sobre a reputação desta máquina de propaganda são sem importância para a avaliação objetiva do tema.

b. Uma coisa não desmente a outra

Inconscientemente, o autor da obra citada usa como outro argumento uma ligação usual do pós-guerra alemão segundo o princípio: “sim, foi um crime russo contra os poloneses, mas com isso não se pode encobrir qualquer crime alemão na Polônia”. Pode ser isso. E segundo esse método são calcados muitos argumentos sobre a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, os quais por hora ninguém contradiz fundadamente na mídia.



Prof. Hájek, de Praga, e representante da Cruz Vermelha
polonesa Wodzinski examinam o uniforme de um cadáver de Katyn

Problema aqui é que se usa uma lógica ambígua: se A não pode refutar B, então contrariamente B também não pode ser uma refutação de A. Caso contrário, ambas as afirmações são inválidas. Da mesma forma no contexto: se aconteceu crimes alemães na Polônia, isso não pode encobrir qualquer crime russo contra os poloneses, eles permanecem reais. Pode-se então discutir livremente sobre o crime e os acusados. Sobre a controvérsia também, a tentativa de um empurrar sua culpa no outro. E com isso ir-se-ia novamente discutir o crime russo de Katyn em 1940, o qual não é negado pelo autor, mas incompreensivelmente ainda se quer avaliá-lo como “mentira da extrema direita”, sem poder fundamentar esta alegação.

Sua argumentação só tem sentido se assumirmos que o autor quer impossibilitar a relativização dos crimes alemães através da citação dos crimes dos aliados, através do cerceamento da discussão. Este conceito poder-se-ia legitimamente inverter da mesma forma. Se a princípio, numa guerra, o crime de um lado justificasse proibir a indicação do crime cometido pelo outro lado, então seria fácil proibir aos vencedores da Segunda Guerra Mundial, com seus inúmeros crimes, a propagação sensacionalista dos crimes do perdedor. Ao final, a ética de tal controvérsia seria reduzida à disputa de poder, sobre quem pode reprimir a opinião de quem. Esse jogo de ranço ideológico tem pouco a ver com objetividade perante fatos históricos. Mas uma vez a obra premiada ressente de argumentação sobre o tema e, com isso, de provas de uma suposta “mentira da extrema direita”. Um comprovado fato não pode ser refutado ou objeto de dúvida (“mentira”), que existam outros fatos sem que estes estejam, entretanto, em ligação básica com contexto principal.

O argumento se auto-refuta no mesmo plano lógico. Se considerarmos que crimes de guerra soviéticos não refutam crimes alemães, então crimes de guerra alemães não podem refutar crimes soviéticos, os quais foram imputados aos alemães de forma mentirosa. E, ao final, esse é o motivo original da discussão.

c. Refutou a si próprio

O autor do questionável texto tropeçou por completo em suas próprias pernas, quando ele tenta revelar a descoberta de uma “mentira da extrema direita”, à medida que cita crimes da ocupação alemã na Polônia. O assim aprisionamento injusto de civis, a inanição premeditada de grupos específicos de prisioneiros através de deficiente abastecimento de víveres e o massacre dos Grupos de Ação de Ohlendorf.

É fácil reconhecer que esse contexto nada tem a ver com a questão, sobre o crime cometido pelos soviéticos na Polônia e da forma com que tal mentira foi jogada nas costas dos alemães. Aqui tenta-se buscar ajuda falando sobre outros acontecimentos e outros culpados, sem ter que se ocupar com a matéria em questão. Esta é a tática exata para oprimir um tema indesejado, o qual o próprio autor criticou com suas próprias palavras:

“mas o que isso prova, um crime anula outro?“

Resumo

A pedagógica obra mencionada quer ser um manual missionário para refutar as “mentiras da extrema direita”. De fato, porém, ele apresenta aqui, nos sintomáticos exemplos discutidos, a impressionante arte de como a gente não apenas pode se deixar conduzir a um beco sem saída com os próprios equívocos, mas ao mesmo tempo também ressalta involuntariamente a verdade contida na alegada mentira.

Indiscutível indício como vocabulário de combate político da categoria “nazista” e avaliações generalizadas como “extrema direita” deixam-se já reconhecer que o autor e texto originam-se das névoas do pântano do fanatismo ideológico.

A obscura lógica argumentativa não ultrapassa o nível onde seja possível o convencimento, do tipo, que um pepino seja verde devido ao fato dele ter sido um marciano na vida anterior. Justamente esta confusão que ignora a lógica ou talvez não a domine, quer segundo o site Amazon, publicar logo um livro sobre “Orientação ética para jovens”

Não é compreensível onde a Editora Goldmann encontra coragem para inundar o mercado literário alemão com isso, que o autor malhe sua cabeça de palha e atola brilhantemente a capacidade mental do correspondente texto. Talvez a coragem se explique no reconhecimento que a superação moral do passado alemão possa funcionar como tema de uma escolha evolutiva. Ao final, os companheiros ideológicos permanecem cabeças-ocas entre si e tratam os objetos da discussão sem competência, mas sim com a mesma e batida ladainha missionária. Talvez também com o objetivo do mundo renascer, novamente, a partir do espírito alemão.

Nós poderíamos ainda estar inclinados a investigar a descoberta destas “60 mentiras” em outros artigos. A intitulação inevitável de outros 60 artigos sobre estas pérolas poderia levar à impressão limitada, mas muito propagada, que a vasta história alemã se restringe apenas a 12 anos…



[1] Alfred M. de Zayas, Die Wehrmacht-Untersuchungsstelle. Dokumentation Alliierter Kriegsverbrechen im Zweiten Weltkrieg, Munique 1979, pág. 38. Nota de rodapé 1 sob uso do arquivo do acervo de Marburg RW 2/v. 146, pág. 124, 168

[2] Descoberta segundo J. Heydecker/J. Leeb, Der Nürnberger Prozeßß, 1958, capítulo sobre Katyn. Ch. Zentner, Katyn Ungesühntes Verbrechen, Das Dritte Reich Bd. 3, Hamburg o.J., pág. 238-243, passim. De Zayas: ob.cit., pág. 38.

[3] Zentner, ob.cit., pág. 243. O diário de Solski se encerra no início da inspeção dos cadáveres e do confisco dos objetos de valor como alianças de casamento e dinheiro em espécie, às 6:30hs do suposto dia da execução a 9 de abril de 1940; Nassauische Landeszeitungg, 6 de julho de 1972, “O embaixador inglês Owen O’Malley reconheceu em 1943 junto ao governo polonês no exílio em Londres, que se sabia na Inglaterra, já em 1943, sobre o assassinato em massa dos bolchevistas em Katyn. Ele reconhece: Para não atrapalhar o bom relacionamento com a União Soviética, nós impedimos os poloneses de propagar sua versão do caso Katyn ilimitadamente na mídia e abafar qualquer tentativa da imprensa em investigar o assunto.’ O Secretário do Foreign Office, Sir Alexander Cadogan, complementou na nota do embaixador: ‘eu reconheço que me retirei covardemente da cena de Katyn, com receio de encontrar algo… à vista das provas diante de nós, a impressão de evitar a culpa soviética’.”; – Churchill, após a descoberta do massacre para os políticos poloneses no exílio: “’Os bolchevistas podem ser muito cruéis’. Ele complementou, todavia, que sua desumanidade era uma fonte da força, e isso é interessante para nós enquanto significar a morte de alemães.” Citado segundo E. Raczinski, Allied London. London 1962, pág. 141

[4] Zentner, ob.cit., pág. 243

[5] Zentner, ob.cit., pág. 238. citado a partir dos autos do tribunal de Nuremberg, volume 7, pág. 469. Em relação à acusação oficial segundo autos do processo: “Em setembro de 1941 foram mortos 11.000 oficiais poloneses prisioneiros de guerra na floresta de Katyn, nos arredores de Smolensk”. Tribunal de Nürenberg, volume 1, pág.58

[6] Edição do jornal do regime soviético “Prawda” (“verdade” em russo) de 20 de abril de 1943 com a machete: “Cúmplices poloneses de Hitler”. O título refere-se ao chefe do governo exilado polonês na Inglaterra, o qual os soviéticos responsabilizam pelo crime. Churchill: “Se eles estão mortos (oficiais poloneses), nada que você (Sikorski) fizer poderá revivê-loss“. Isto também foi usado por Rolf Hochhuth na peça teatral “Soldaten”, première em 1967. Segundo a versão soviética, trata-se de um operário da construção rodoviária que não pode escapar em tempo na ocasião do avanço alemão e foi descoberto anos depois pelos alemães na cova coletiva, ou seja, claramente morto pelos soldados alemães.

[7] Zentner, ob.cit. pág. 239

[8] Zentner, ob.cit., pág. 243. Segundo Lord Nicholas Bethell, no âmbito de suas pesquisas para a biografia Gomulka, que investiga os arquivos do Ministério do exterior britânico.

[9] L. Fitzgibbon, Unpitied and Unknown. Londres 1975, pág. 218

[10] “It has never been proved to Her Majesty´s Government´s satisfaction who was responsible.” Frankfurter Allgemeine Zeitung,, 18 de setembro 1976, pág.1



"Israel como um Estado judeu constitui um perigo não apenas a si mesma e a seus habitantes, mas a todos os judeus, e a todos os povos e Estados do Oriente Médio e além."

- Prof. Israel Shahak, judeu e fundador da Liga Israelense de Direitos Humanos


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“devemos orar pela destruição do Irã”

O poder oculto - De onde nasce a impunidade de Israel
Por Manuel Freytas

Down with Zio-Apartheid
StopJewish Apartheid!

Sobre a influência sionista no Brasil: Judeus no Brasil

As vitórias do revisionismo
Por Professore Robert Faurisson

The Jewish hand behind Internet The Jews behind Google, Facebook, Wikipedia, Yahoo!, MySpace, eBay...

Islamofobia = Propaganda Sionista

Um olhar para o poderoso Lobby judeo - Por Mark Weber

The Founding Myths of Modern Israel
Garaudy: "Os Mitos fundadores"


A Lavagem de Dinheiro das Drogas Pelos Judeus
Maior jornal Israelense Ma'ariv revela!

No assunto do rancor judaico à Cristandade - Por Israel Shahak

Racismo Judaico contra Não-Judeus conforme expresso no Talmud

Reel Bad Arabs - Revealing the racist Jewish Hollywood propaganda

Sobre "O Relatório Leuchter"

The Founding Myths of Modern Israel
Shahak: "Storia ebraica"

O Holocausto negro 
“O comércio de escravos estava nas mãos de judeus”

Protocolos dos Sábios de Sião

Videos - Importante coleção
 

Talmud unmasked
A Verdade Sobre o Talmud

O Talmud Desmascarado

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