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O crime: insinuar a dúvida...

Abade Pierre defende Revisão da história do genocídio judeu

Religioso mais popular na França dá apoio a Garaudy


1996

 

      "Estou convencido que para o francês comum agora existe uma espécie de 'Uf!, acabou o tabu'! Não deixaremos mais que nos tratem de antijudeu ou anti-semita por afirmarmos que um judeu canta mal". (Abade Pierre)


Um terremoto sacode os meios "politicamente corretos" da França: o abade Pierre o religioso mais popular daquele país e famoso no mundo inteiro por suas comunidades "Emaús" e por seu trabalho em favor dos pobres "ousou" ir de encontro aos "totens dourados" do "liberalismo democrático" mundial, atacando o "tabu" da revisão da história no que tange ao "holocausto". Ao apoiar seu amigo, o filósofo e historiador Roger Garaudy, que escreveu um livro sobre o sacrossanto e proibido dogma universal, o abade Pierre anteriormente sempre louvado e promovido pela mídia passou a receber um turbilhão de acusações de parte da mesma, que vão desde "negacionismo" (revisionismo, ou contestar o dogma do alegado "genocídio" judaico) até anti-semitismo e senilidade.

Ao contrário, abade Pierre, aos 83 anos, está cada vez mais lúcido e corajoso e seu passado não admite acusações preconceituosas. Abade Pierre acudiu seu amigo Garaudy, tentando evitar, com o peso de sua autoridade moral, que aquele intelectual seja condenado a até um ano de prisão por contestar o "holocausto", assunto considerado intocável e protegido, por lei, na França. Segundo o presidente do Consistório Central dos Israelitas da França, Jean Kahn, "Esta história (o "holocausto") é tragicamente bastante verdadeira para precisar ser reavaliada 50 anos depois".

Roger Garaudy e o abade Pierre não pensam assim: Garaudy afirma que "o mito dos `seis milhões de judeus exterminados' se transformou num "dogma" utilizado pelos judeus para justificar todos os excessos da política de Israel na Palestina", e arremata: "A exploração do "holocausto" ou "Shoah", permitiu que eles se colocassem acima de toda lei internacional". Aponta que os estudos dos historiadores revisionistas não têm sido objeto de discussões científicas e, ao contrário, "acabam sendo sufocados pelo silêncio ou pela repressão". Tudo absolutamente verdade, porém será condenado à prisão, caso o peso representado pelo apoio do abade Pierre não seja suficiente para despertar mais a consciência e a indignação do povo francês. "Estou convencido afirma o abade que para o francês comum agora existe `uma espécie de Uf! , acabou o tabu!' Não deixaremos mais que nos tratem de antijudeu ou anti-semita por afirmarmos que um judeu canta mal". Ao desembarcar no aeroporto de Bruxelas, as pessoas o cercavam para conversar e agradecer por ter tido a coragem de levantar um tema tabu. Coragem e integridade, diga-se de passagem.

A polêmica recém começou.


Boletim-EP/Esclarecimento ao País nº15
Mai / 96, RGS - Brasil 





Terça-feira, 23 de Abril de 1996 - Internacional

Padre Pierre apoia Garaudy, acusado de revisionismo

Uma polémica inquietante

 

Espanto e inquietação são as reacções em França ao apoio reiterado do padre Pierre ao filósofo Roger Garaudy, que será julgado na quinta-feira sob acusação de desenvolver "teses revisionistas e negacionistas" num ensaio recente: "Os Mitos fundadores da política israelita".

Aos 83 anos, não há causa humanitária que não comova o padre Pierre, o amigo dos pobres e dos "condenados da terra", o fundador da companhia de Emmaús dedicada à defesa dos mais humildes. É a figura mais mediática de França, com a sua barbicha alva, o barrete preto, a longa capa dos companheiros de Emmaús, e é sobretudo a personalidade mais amada pelos franceses, com o verbo sempre acutilante para defender todas a vítimas de injustiças sociais, económicas ou políticas. Resistente heróico durante a ocupação nazi da França, o padre Pierre arriscou várias vezes a vida para ajudar judeus perseguidos a atravessar a fronteira para a Suíça ou para a Espanha.

Roger Garaudy, 82 anos, foi durante muitos anos "o" filósofo do Partido Comunista Francês. Convertido ao protestantismo aos 14 anos, depois ao catolicismo, expulso do PCF em 1970 por ter condenado a "normalização" da Checoslováquia, Garaudy converteu-se ao Islão em 1982. No período da II Guerra, passou 14 meses de encarceramento duríssimo numa prisão no deserto do Sará, onde o regime de Vichy esperava calar a voz que se opunha com vigor aos crimes nazis. A partir da sua conversão ao Islão, Garaudy dedicou a maior parte da sua reflexão à temática religiosa e cultural muçulmana. Um apoio público dado ao ditador iraquiano Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo -- uma guerra que Garaudy considerou como o exemplo do "imperialismo americano" -- valeu-lhe uma marginalização quase total nos círculos intelectuais parisienses.

Segundo críticas lidas em jornais franceses, Garaudy manifesta nesse ensaio a sua oposição à criação do Estado de Israel e denuncia aquilo a que chama "os mitos teológicos" do povo judeu: terra prometida e povo eleito. A partir destes parâmetros, o filósofo adopta a tese de "uma intriga judaica" no fim da II Guerra e reclama a revogação da lei que em França pune todos quantos negam a existência de crimes contra a Humanidade.

O MRAP (Movimento contra o racismo e pela Amizade entre os Povos) leu o ensaio e apresentou queixa no tribunal contra Garaudy. "A tese do livro é torcida", dizia-nos ontem um porta-voz deste movimento: "Garaudy não afirma explicitamente que as câmaras de gás não existiram, como o fazem os revisionistas. Ele também não diz que não houve genocídio do povo judeu. Mas di-lo apesar de tudo pelas citações que faz - de autores negacionistas e pré-neonazis - e alimenta o revisionismo, de forma torpe, pois tudo no ensaio tenta relativizar a «Shoa» e insinuar a dúvida".

Mas a polémica sobre o ensaio não tinha saído das fronteiras muitos estreitas de uma pequena elite parisiense, até aparecer, este fim-de-semana, o apoio público -- e reiterado -- do padre Pierre a Roger Garaudy. Numa carta que confirmou depois de viva voz, o padre Pierre reconforta o seu velho amigo. Interrogado pela imprensa, o abade confessa não ter lido o livro de Garaudy, mas diz ter-lhe "dado uma vista de olhos" depois de lhe ter sido longamente descrito por pessoas da sua confiança. E quando se lhe pergunta se a carta de apoio ao filósofo lhe foi também ditada por essas pessoas, o padre Pierre desmente, e acrescenta: "A obra assenta numa investigação minuciosa. Será que nunca se poderá tocar em nada? Certos factos são indiscutíveis, como o exagero dos números. Estive em Auschwitz, há seis meses, onde vi uma placa afirmando que quatro milhões de pessoas tinham lá morrido. Ora, hoje diz-se que foram sequer um milhão. A abominação não muda com a matemática. Mas estou convencido de que foi de boa-fé, ante o horror do nazismo, que se exagerou os factos".

E o padre católico conclui: "A verdadeira missão de Israel era de trazer à terra inteira a revelação que lhe fora feita. Ora, eu nunca ouvi falar num missionário judeu". O julgamento de Roger Garaudy ocorre na quinta-feira. O "advogado do Diabo" Jacques Vergés, assegura a sua defesa.


<http://www.christusrex.org/www1/news/4-96/pm4-23-96.html>



 

8 de maio de 1996, ISTOÉ

O hábito faz o monge

Protetor dos deserdados, o abade Pierre derrapa na França ao defender livro que subestima o Holocausto

Por Claudio Camargo

 

Ele era uma das figuras mais populares da França, uma das poucas unanimidades do país. Aos 83 anos, Henri-Antoine Grouès, mais conhecido como abade Pierre, já foi indicado oito vezes ao Prêmio Nobel da Paz por suas apaixonadas campanhas em defesa dos pobres e deserdados. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele destacou-se como membro da Resistência Francesa e chegou a ajudar judeus a fugir da França ocupada para a Suíça. Há uma semana, o abade Pierre tornou-se o epicentro de uma polêmica que, volta e meia, reabre antigas feridas francesas. Tudo porque ele saiu em defesa do velho amigo e filósofo Roger Garaudy , ex-dirigente comunista, que hoje se diz "marxista, cristão e muçulmano". Em seu último livro, Les mythes fondateurs de la politique israélienne, Garaudy subestima o Holocausto dizendo que Israel usou "o mito dos seis milhões de judeus exterminados" para construir seu Estado e justificar os crimes contra os palestinos.

"Muita gente veio me agradecer pela coragem em questionar um tabu. É preciso parar de chamar de anti-semita quem discute a história do Holocausto. Não nos deixaremos mais chamar de anti-semitas por dizer que um judeu canta mal", gracejou o abade. Pressionado e criticado até pela hierarquia católica, Pierre admitiu que não tinha dúvidas de que "o nazismo matou milhões de judeus só por serem judeus", mas insistiu em dizer que o debate sobre a questão estava "aberto" e sustentou a "integridade intelectual" de Garaudy.

Na quinta-feira 1o., a Liga Internacional Contra o Racismo e o Anti-Semitismo (Licra), da qual o abade era membro honorário há 20 anos, o afastou de seus quadros. "Mantê-lo em nossa entidade equivaleria a dar um aval a uma mentira", afirmou o presidente da entidade, Pierre Aidenbaum. "O abade certamente tem muitas qualidades no que tange ao seu trabalho com os pobres. Mas, em matéria de análise da História, ele se revelou, na melhor das hipóteses, um marionete político e, na pior, um anti-semita", declarou a ISTOÉ o rabino Henry I. Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista.

Se a polêmica arranhou a até então impecável reputação do abade Pierre, o mesmo não se pode dizer de Roger Garaudy. Durante muitos anos, ele professava suas certezas como membro do Comitê Central do Partido Comunista Francês (PCF), numa época em que a organização ainda entoava loas a Josef Stálin. Em 1970, Garaudy ganhou aura de dissidente ao ser expulso do PCF por criticar a URSS. Como muitos dos representantes da intelligentsia francesa, o filósofo tornou-se um discípulo à procura de uma igreja: flertou com o maoísmo, o cristianismo e, finalmente, abraçou o Corão dos muçulmanos. Quando publicou Les mythes fondateurs, Garaudy teve o apoio dos "revisionistas" -- um leque que vai da extrema esquerda à extrema direita, cujo denominador comum é o questionamento do Holocausto. Em sua tentativa de relativizar o horror, Garaudy afirma que genocídio é uma palavra "exagerada" para denominar o extermínio de judeus, já que outros povos também foram massacrados pelo III Reich e muitos judeus foram mortos por fome, trabalho forçado ou fuzilamentos e não apenas em câmaras de gás. Agora, o ex-intelectual marxista está sendo indiciado na lei Gayssot, que prevê pena de até um ano para quem negue ou relativize a existência de crimes contra a humanidade.

Quanto ao bom abade Pierre -- que esteve no Brasil em 1990 a convite de dona Leda Collor, mãe do ex-presidente Fernando Collor -- o estrago está feito. Na França, alguns acreditam que sua atitude, embora chocante, não é surpreendente. "Em 1993, sob o pretexto de que Josué massacrou os filisteus e os habitantes de Jericó, o abade acusou os judeus de genocídio e colocou em questão a existência do Estado de Israel", disse Michel-Antoine Burnier ao jornal Libération. Para outros, trata-se de um clérigo que não assimilou o ecumenismo do Concílio Vaticano II. "A atitude do abade não é uma atitude católica. É uma postura pré-conciliar. Depois do Vaticano II, a Igreja Católica não subestima os sofrimentos do povo judeu", afirmou o monsenhor Arnaldo Beltrami, da Cúria Metropolitana de São Paulo.


<http://www.zaz.com.br/istoe/internac/138811.htm>




O Crime do Abade Pierre


Por Nuna da Silva

 

Esperei, esperei, e achei que não podia nem devia esperar mais

Espantou-me o silêncio, a forma como o «caso» do abade Pierre, em França, passou ao lado da comunicação social portuguesa, duma forma geral.

Não fosse a mais valia do seu passado imaculado e teríamos concerteza um concerto de vozes e escritos a abatê-lo duma forma cruel, injusta e orquestrada. Mesmo assim houve quem tentasse

Como, devido a este déficit informativo, a maioria dos leitores não saberá do que se trata afinal este «caso», que em França tanto debate suscitou, e também quem é este abade Pierre, passo a explicar.

O abade Pierre é um monge, de oitenta e três anos, que dedicou mais de meio século da sua vida a um combate permanente em prol dos pobres, doentes e excluídos da sociedade francesa. Foi um dos fundadores do movimento Emaús e é desde há muitos anos a figura número um na escolha de preferências do povo francês, sendo considerado por muitos a sua «Madre Teresa». A mensagem que sempre transmitiu e que frutificou dos seus actos foi a Fé e o Amor ao próximo, na verdadeira acepção da palavra, tal como Jesus o pregou. A sua autoridade moral é pois incontestável.

A sua posição também estaria sempre a coberto de qualquer suspeição política ou ideológica pois durante a guerra pertenceu à «resistência» onde chegou a participar nos trabalhos do seu Conselho Nacional e recebeu as mais altas condecorações como por exemplo a "Legião de Honra", a "Medalha da Resistência" e a "Cruz de Guerra".

Mas qual foi afinal o crime, o tão ignominioso crime, que cometeu este santo homem?

Tão só o de ter de certa forma apoiado as teses revisionistas do conceituado historiador e filósofo Roger Garaudy, de quem era amigo há muitos anos, explicitadas no seu último livro Les Mythes fondateurs de la politique israélienne. O abade Pierre em face dos desmesurados «ataques organizados e concertados» de alguma imprensa ao serviço de poderosos lobbies judaicos, com a coragem que sempre o caracterizou, sabendo ele o que o esperaria, i.e., que iria pisar terrenos minados, tornou pública uma carta que escreveu ao seu amigo Garaudy a 15 de Abril: "Tu sabes os limites das minhas forças. Elas diminuem a cada dia, ainda que muitos estejam persuadidos que elas são grandes apenas e só porque a minha voz continua sonora e porque desde que eu tenha a convicção que determinado facto ou questão criaram injustiça e falsidade, retomo a energia necessária, ainda que seja apenas por um curto período de tempo. () É preciso tudo fazer, e nisso me empenho, para que em breve os verdadeiros historiadores, embuídos como tu, do mesmo amor à verdade, se predisponham ao debate. Os insultos contra ti, dos quais eu tomei conhecimento () são desonrosos para aqueles que, duma forma inconsiderada e irreflectida, te tentam abater. Eu rio-me daqueles que, por serem tão superficiais ou estarem tão ocupados com demasiados «faits divers», não souberam respeitar e valorizar as tuas pesquisas ()." Garaudy e agora o abade Pierre eram literalmente "crucificados" pelos mesmos que há dois mil anos crucificaram Jesus Cristo e o mataram na cruz.

No dia 20 de Abril o abade Pierre contestava a natureza infame dos ataques que sofria e contestava "(). Apoiando Garaudy, eu sabia que me acusariam também de anti-semita. Com 83 anos eu teria preferido descansar. Mas, se vejo, quem quer que seja, falsamente acusado, não me posso calar. Porquê também querer fazer calar aquele que, vendo uma verdade a quer dizer? Aos historiadores de debaterem com Roger Garaudy."

Porque é que Garaudy é falsamente acusado? Por quem? Com que interesse(s)? Quem quer fazer calar aquele que quer dizer a verdade? Quem quer impedir os historiadores de debaterem livremente com R. Garaudy? No fundo são estas questões que incomodam algumas pessoas e que duma forma séria o abade Pierre questiona.

A essência de toda esta questão está no teor do livro de Garaudy, que como tantos outros intelectuais e historiadores, questiona duma forma científica e profunda o mito do "Holocausto". Para Garaudy e todos os intelectuais revisionistas não houve qualquer genocídio cometido sobre os judeus. Segundo o mesmo autor a palavra genocídio seria inapropriada e quando muito os judeus teriam sido vítimas de um "progrom": "A palavra (genocídio) foi pois empregue em Nuremberga de forma completamente errónea pois não se tratava do aniquilamento de todo um povo, como foi o caso das exterminações sagradas." Estas exterminações foram sim verdadeiros genocídios, mas foram cometidas pelos hebreus sobre os Cananeus e os Filisteus, segundo nos conta o livro bíblico de Josué. É bom lembrar que os próprios judeus, que começaram por nomear todos os campos de concentração como campos de extermínio, por força dos trabalhos de pesquisa de numerosos cientistas de todo o mundo consideram hoje que se enganaram e que afinal não existiu um único «campo de extermínio em massa» no território alemão. O mesmo se passou com o número de judeus vítimas do regime nazi nos «campos de extermínio»: Em Auschwitz, há pouco tempo atrás havia uma placa anunciando 4 milhões de gazeados; hoje foi substituída por uma outra que indica um milhão! Há autores insuspeitos, como por exemplo o historiador judeu Raoul Hilberg, que aceitam um número total de mortos à volta de um milhão. Tendo em conta o mesmo tipo de distorção, Portugal seria uma potência europeia, quiçá mundial, com os seus perto de setenta milhões de habitantes

Estes factos não acontecem por acaso, têm objectivos bem determinados, traçados e cumpridos com rigor já ha muitos anos por forças bem identificadas e poderosas. Seria importante também analisar de onde partem os mais virulentos ataques e o que são e quem controla o MRAP e a LICRA.

Sem me querer afastar do assunto, a que voltarei com gosto numa próxima vez, se os responsáveis do JN assim o permitirem, colaborando num debate que democraticamente deve ser feito a bem da verdade e da elucidação dos leitores, gostaria agora de salientar o trajecto político, insuspeito, do autor.

Tendo nascido a 17 de Julho de 1913, Garaudy entrou em 1956 para o bureau político do Partido Comunista Francês (PCF) pela mão de Maurice Thorez, de quem se tornou o filósofo oficial. Foi expulso do partido em 1970 por Georges Marchais por se ter oposto à «normalização» na Chequeslováquia. No entanto tem-se mantido ligado a certos sectores da esquerda, nalguns casos dissidentes do PCF. Uma das características dos intelectuais revisionistas é a sua proveniência, a mais diversa em termos de posicionamento político e religioso. A reposição da verdade histórica sobre a II Guerra Mundial não é uma obstinação, como alguns querem fazer crer, de sectores conotados com a «extrema-direita», mas sim uma preocupação científica e académica de todos os intelectuais que tenham «fome e ambição pela Verdade e pelo Absoluto».

A outra grande questão colocada pelo abade Pierre é a ausência de liberdade de expressão em França e noutros países ditos «democráticos», em que é instaurada pela força, i.e., pela lei o pensamento único. A lei Gayssot, proposta pelo deputado comunista com o mesmo nome e aprovada em Julho de 1990, transformou em criminoso todo aquele que puser em causa ou negar a «verdade oficial» decretada pelo governo, relativamente ao «Holocausto». A lei Gayssot fixou a História, escolheu a versão "politicamente correcta". É proibido pôr em causa a verdade administrativamente estabelecida. É crime punível por lei não acreditar na versão judaica da História da II Guerra Mundial. Garaudy arrisca-se a apanhar um ano de prisão e 300.000 francos de multa.

Em carta enviada pelo padre Michel Lelong a Garaudy aquele diz:"() Em lugar de vos excluir e marginalizar, os "intelectuais" e os "media" do nosso país dever-vos-iam convidar a participar no necessário e livre debate sem o qual a nossa sociedade Ocidental se manterá fechada, enclausurada, num "pensamento único" tão estéril como sectário"

Também o sociólogo Jean Ziegler, autor de numerosos livros e professor no Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da Universidade de Geneve em carta, tornada pública, enviada a Garaudy dizia:

    "Estou escandalizado pelo processo que lhe levantaram.

    A liberdade de expressão significa a respiração das sociedades democráticas. Sem ela nenhum debate político fundamentado nem, sobretudo, nenhum debate científico serão possíveis. () Que os vossos adversários o ataquem baseados num plano científico, discursivo, analítico, admito-o. E vós seríeis, sei-o por experiência, o último a recusar o debate aberto, argumentado e franco. Que "en revanche" vos tentem calar através de meios judiciais, parece-me totalmente inadmissível.

    Para além da sua pessoa e da sua obra são o exercício da análise científica dos fenómenos sociais, o direito à crítica, em suma: é a liberdade académica que é assim posta em causa. E isto diz respeito e ameaça o conjunto da comunidade científica."

 

É preciso reabrir o debate sobre determinados acontecimentos históricos. Que crime comete quem séria e honestamente o pretende fazer? Quem beneficia com esta mistificação e que forças impedem a pesquisa da verdade? A esta pergunta penso que todos sabemos responder, mas agora é preciso reflectir e pensar nos meios e nas forças necessárias para, a nível mundial e duma forma supranacional ou melhor transnacional, controlar o pensamento, impor uma "verdade" e criar leis no interior de cada Estado punindo a pesquisa, o debate e a investigação deste tema. É preciso um Governo Mundial que, na sombra, dirija duma forma implacável os seus obedientes subordinados, i.e., os dirigentes dos diversos países.

A História deve continuamente ser posta em causa, interrogada e aprofundada. Esta missão académica deve continuar, afrontando todos os obstáculos, para bem de todos. Jacques Vergès, advogado de Garaudy, diz a propósito: "Ele reivindica o direito de fazer perguntas e levantar questões, em nome da liberdade de expressão. Ninguém tem o direito de lho recusar."

Par terminar queria deixar o alerta para o perigo de em Portugal, determinadas forças políticas radicais -- as mesmas que defendem a legalização das drogas, o homossexualismo, o "estrangeiro-meu-irmão", o caos social -- e outras que sob nomes de "códigos internacionais de socorro" defendem o direito ao racismo anti-branco, estarem neste momento a preparar-se para da mesma forma impedirem a liberdade de expressão, tentando levar o governo a legislar nesse sentido. Esperemos que a tão apregoada "liberdade de expressão", sempre na ponta da língua dos membros do partido maioritário que nos governa não seja uma "liberdade de expressão de sentido único", i.e. só para alguns que já sabemos quem são.

 

A. Nunes da Silva

Jornal de Notícias, 03/08/1996 - O crime do abade Pierre.

<http://www.terravista.pt/mussulo/5747/ocrime.htm>



 

Holocausto faz mais uma vítima

Escritor francês é multado por questionar o genocídio dos judeus

 

Paris -- Um tribunal de Paris multou na sexta-feira o filósofo francês Roger Garaudy em 120 mil francos (US$ 20 mil) por questionar o Holocausto nazista de judeus em seu livro "Os Mitos Fundadores das Políticas Israelenses". Garaudy, um convertido ao islamismo de 84 anos que se tornou herói para muitos intelectuais árabes, foi multado em 80 mil francos (US$ 13.340) pela acusação de "negar crimes contra a humanidade". A multa de outros 40 mil francos (US$ 6.660) foi pela acusação de "difamação racista" por ter dito que um lobby judeu controla a mídia ocidental.

Garaudy argumentou em seu julgamento no mês passado que estava pedindo por uma revisão científica e histórica dos crimes nazistas. Mas o juiz Jean-Yves Monfort disse que o livro de 1995 "contestava aberta e sistematicamente" o Holocausto. A corte inocentou Garaudy da acusação de incitação de ódio racial. Seu editor, Pierre Guillaume, da editora Vieille Taupe, foi inocentado de todas as acusações. O grupo Crif, que reúne instituições judaicas francesas, afirmou que não podia entender porque o editor foi inocentado.

As acusações podiam ser punidas no máximo com um ano de prisão e multa de 300 mil francos (US$ 50 mil) pela lei francesa de 1991, condenando o questionamento dos crimes da Segunda Guerra Mundial contra a humanidade como definidos pelo Tribunal de Nuremberg. Grupos anti-racistas processaram Garaudy por ele ter argumentado que a exterminação de judeus por Hitler foram pogroms e massacres, mas chamá-la de genocídio era um exagero. "O mito da exterminação de seis milhões de judeus tornou-se um dogma para justificar a repressão de Israel aos palestinos", escreveu Garaudy. Ele também contestou o número de judeus mortos por Hitler e questionou a existência de câmaras de gás em campos de concentração.


<http://www.an.com.br/1998/mar/03/0ane.htm>

________________________________________________________


Na apelação, foi punido a um fino maior e seu publisher foi punido demasiado.


"Israel como um Estado judeu constitui um perigo não apenas a si mesma e a seus habitantes, mas a todos os judeus, e a todos os povos e Estados do Oriente Médio e além."

- Prof. Israel Shahak, judeu e fundador da Liga Israelense de Direitos Humanos


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